Foto original daqui
O Samuel, fazia a sua caminhada diária, que lhe transmitia serenidade e energia para enfrentar mais um dia de trabalho. Subitamente, teve uma ideia genial e deslumbrante. Porque nunca se tinha lembrado de tão brilhante ideia, não sabia, mas todo ele vibrava de satisfação e euforia. Finalmente, antevia a solução de um problema financeiro que o atormentava no escritório havia dias. Radiante, não via a hora de voltar ao local de trabalho e implementar a sua ideia. Não passaram no entanto mais de 5 minutos, quando foi abordado por dois agentes policiais:
"Identificação por favor!", gritou um deles em tom autoritário.
O Samuel, apresentou o cartão de cidadão.
"O senhor não sabe, que as lâmpadas de tungsténio são proibidas por lei?"
Perplexo, o Samuel retorquiu "Hum... sim, eu sabia..."
"Então... o que tem a dizer em sua defesa?"
"Eu... não admito perseguição policial em função das ideias de cada um..."
Samuel seria algemado ali mesmo na praça pública, e levado perante um juiz nessa mesma manhã. Era uma ideia original, diferente, revolucionária, tão distante das normas em vigor, que no trajecto para o tribunal, vários eram os que lhe apontaram o dedo, acusando-o de tão audaz crime cognitivo. Por onde passava o carro policial, havia curiosos, manifestantes exibindo cartazes com slogans insultuosos. Entre a multidão, amigos, vizinhos e familiares... exigiam a pena máxima...
"Ouvi dizer que se recusa a mudar de ideias... isso é verdade Sr Samuel?", perguntou o Meritíssimo Juiz.
"Defenderei as minhas ideias até à morte! Lamento se a minha ideia incomoda, mas eu deveria ter o direito de a expressar livremente...", respondeu o Samuel, lendo o seu comunicado sucinto, em sua defesa.
"Todas as ideias que se expressem em forma de lâmpadas incandescentes, devem ser automaticamente substituídas por ideias expressas em lâmpadas fluorescentes, segundo o artigo x do DLy/2010...", leu o advogado da acusação, "Apenas estão dentro da Lei, as ideias uniformes, expressas em lâmpadas fluorescentes; todas as restantes, serão consideradas subversivas, terroristas e ilegais..."
"Mas... Sr Dr Juiz! Eu..." quis esclarecer o arguido Samuel.
"Silêncio! Vai ou não vai manter a sua ideia de substituir o papel higiénico de folha tripla, por papel de folha dupla?" perguntou uma última vez o Juiz.
"Vou! A liberdade de ideias, acima de tudo!!", gritou o Samuel, ciente que estaria a traçar o seu destino.
"Então este tribunal não tem outro remédio senão condená-lo a prisão perpétua!"
O Samuel, fazia a sua caminhada diária, que lhe transmitia serenidade e energia para enfrentar mais um dia de trabalho. Subitamente, teve uma ideia genial e deslumbrante. Porque nunca se tinha lembrado de tão brilhante ideia, não sabia, mas todo ele vibrava de satisfação e euforia. Finalmente, antevia a solução de um problema financeiro que o atormentava no escritório havia dias. Radiante, não via a hora de voltar ao local de trabalho e implementar a sua ideia. Não passaram no entanto mais de 5 minutos, quando foi abordado por dois agentes policiais:"Identificação por favor!", gritou um deles em tom autoritário.
O Samuel, apresentou o cartão de cidadão.
"O senhor não sabe, que as lâmpadas de tungsténio são proibidas por lei?"
Perplexo, o Samuel retorquiu "Hum... sim, eu sabia..."
"Então... o que tem a dizer em sua defesa?"
"Eu... não admito perseguição policial em função das ideias de cada um..."
Samuel seria algemado ali mesmo na praça pública, e levado perante um juiz nessa mesma manhã. Era uma ideia original, diferente, revolucionária, tão distante das normas em vigor, que no trajecto para o tribunal, vários eram os que lhe apontaram o dedo, acusando-o de tão audaz crime cognitivo. Por onde passava o carro policial, havia curiosos, manifestantes exibindo cartazes com slogans insultuosos. Entre a multidão, amigos, vizinhos e familiares... exigiam a pena máxima...
"Ouvi dizer que se recusa a mudar de ideias... isso é verdade Sr Samuel?", perguntou o Meritíssimo Juiz.
"Defenderei as minhas ideias até à morte! Lamento se a minha ideia incomoda, mas eu deveria ter o direito de a expressar livremente...", respondeu o Samuel, lendo o seu comunicado sucinto, em sua defesa.
"Todas as ideias que se expressem em forma de lâmpadas incandescentes, devem ser automaticamente substituídas por ideias expressas em lâmpadas fluorescentes, segundo o artigo x do DLy/2010...", leu o advogado da acusação, "Apenas estão dentro da Lei, as ideias uniformes, expressas em lâmpadas fluorescentes; todas as restantes, serão consideradas subversivas, terroristas e ilegais..."
"Mas... Sr Dr Juiz! Eu..." quis esclarecer o arguido Samuel.
"Silêncio! Vai ou não vai manter a sua ideia de substituir o papel higiénico de folha tripla, por papel de folha dupla?" perguntou uma última vez o Juiz.
"Vou! A liberdade de ideias, acima de tudo!!", gritou o Samuel, ciente que estaria a traçar o seu destino.
"Então este tribunal não tem outro remédio senão condená-lo a prisão perpétua!"


Ora aí estava um homem de ideias e com ideais, que cada vez são mais raros! bjs
ReplyDeleteQuando a nossa "luz" ofusca os outros o resultado pode ser este.
ReplyDeleteComo sempre, e nunca me canso de repetir, a tua imaginação é surpreendente.
Um beijinho
Fê
LOL!!!!E há mentes que estão na versão candeeiro de petróleo!
ReplyDeleteBjs
Muito parecido com Cavaco Silva...
ReplyDeleteNo estado em que o exercício da cidadania -- Falta de tolerância à diferença de pensamento: o chichi fora do bacio! -- e da justiça, estão, o absurdo é aceitável.
ReplyDeleteAs mudanças toleradas são sempre aceites na versão previamente pensada pelo regulador do pensamento dominante.
Lamentável, evidentemente.
Poetic GIRL,
ReplyDeleteExactamente... cada vez mais raros!Homens e mulheres, diga-se!!Ora, pela liberdade de expressar as ideias, sempre!:))Beijinho
Fê,
:)Obrigada querida. As ideias, sempre incomodam alguém... :)
Tio,
Que seria deste blogue sem os teus comentários para me fazerem rir, lol!!So glad you get my humour!! You're absolutely right!! :)) Beijo
Pinguim,
Só tu para fazeres essa associação... :)) percebo a razão, claro, mas a intenção não era essa... mas não deixa de ter o seu quê de verdade :)) (infelizmente)Beijinhos
JPD,
Ora nem mais... o absurdo em todos os domínios, mas na justiça, é ainda mais lamentável! Beijo